A Expedição Brasileira da Música Eletrônica

Nos bastidores de um episódio do Soundscape

Tirar a e-music de seu habitat natural (vulgo ambiente festivo) e leva-la a locações famosas, abertas e paradisíacas, tem se mostrado uma fórmula de sucesso para produções audiovisuais de DJ sets e Live Acts. Uma maneira também de mudar a imagem preconcebida que algumas pessoas ainda têm sobre a música eletrônica, já que é muito associada aos ambientes fechados e obscuros da vida noturna.

Após viver por mais de 20 anos fora do Brasil, diretamente inspirada por produções internacionais deste perfil, a artist manager, produtora cultural e de eventos, Kalygan Poletto, decidiu arregaçar as mangas e criar o Soundscape, um canal onde talentos da cena eletrônica nacional apresentam-se em lugares belos e inusitados ao redor do país — alguns deles desconhecidos até por nós, brasileiros.

Diferente do Cercle, que recebe apoio e investimento do governo francês para realizar produções cinematográficas, aqui no Brasil as coisas rolam bem diferente. Além da parte financeira ficar inteiramente nas costas de seus responsáveis, para conseguir realizar as gravações em espaços públicos o Soundscape ainda tem como obstáculo a burocracia brasileira. O que chega a ser cômico, afinal, que país não gostaria de ter seus pontos turísticos devidamente apresentados ao mundo?

Kalygan topou compartilhar com o nosso público o seu “diário de viagem”, contando umas histórias bem loucas da mais recente edição do Soundscape, que aconteceu no Cânion do Funil, ponto turístico da Serra do Rio do Rastro – SC.

Se prepare que a trip vai ser longa.